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Aquecimento e mobilidade antes de treinar

Cinco a dez minutos bem gastos que reduzem lesões, melhoram a técnica e fazem-te levantar mais já na primeira série.

Porque é que o aquecimento conta

Saltar o aquecimento para poupar tempo é trocar dez minutos por semanas paradas com uma lesão. Aquecer aumenta a temperatura dos músculos e do líquido nas articulações, deixa-os mais elásticos e prepara o sistema nervoso para recrutar força. Na prática, sentes-te mais coordenado, a primeira série pesada deixa de ser um choque e a probabilidade de uma distensão cai muito. Não precisas de uma rotina elaborada de meia hora: precisas de subir a pulsação, mobilizar as articulações que vais usar e fazer séries de aproximação ao peso de trabalho. É curto, é específico e faz toda a diferença na qualidade do treino que se segue.

Aquecimento geral: subir a temperatura

Começa com três a cinco minutos de cardio leve — passadeira, bicicleta, remo ou até saltar à corda. O objectivo é simples: respiração um pouco acelerada, suor a começar a aparecer e o corpo a sair do modo de repouso. Não é treino, é preparação, por isso mantém o esforço fácil, do tipo que te deixa conversar sem ofegar. Em dias frios precisas de mais tempo; em dias quentes, menos. Este bloco gera o calor que torna o resto da mobilidade mais eficaz e evita que entres na primeira série com os músculos rígidos e a pensar que hoje estás fraco quando, na verdade, só estás frio.

Mobilidade dinâmica, não alongamentos estáticos

Antes de treinar queres mobilidade dinâmica: movimento controlado que leva as articulações por toda a amplitude. Rotações de ombros e ancas, balanços de pernas, agachamentos sem peso, círculos de tronco, caminhada de joelho ao peito. Foca-te no que vais treinar — antes de agachar, mobiliza ancas e tornozelos; antes de pressionar, ombros e coluna torácica. Evita alongamentos estáticos longos antes de levantar pesado: segurar uma posição por minutos pode reduzir temporariamente a força e a potência. Guarda esses para o fim do treino. Antes, mexe-te; depois, alonga se quiseres trabalhar amplitude.

Séries de aproximação ao peso de trabalho

Esta é a parte que mais gente ignora e mais retorno dá. Nunca passes da barra vazia para o peso pesado de um salto. Faz uma série leve com poucas repetições, sobe um pouco a carga, faz menos repetições, e aproxima-te do peso de trabalho em dois a quatro degraus. Por exemplo, se vais agachar 100 kg, podes fazer barra vazia, depois 40, 60, 80 com poucas repetições cada. Estas séries não cansam, ensaiam o padrão de movimento com a carga real e deixam o sistema nervoso afinado. Quando chega a primeira série a sério, já tens a técnica oleada e a força disponível.

Quanto tempo e quando exagerar

Para a maioria das pessoas, cinco a dez minutos de geral mais mobilidade, somados às séries de aproximação do primeiro exercício, chegam. Não transformes o aquecimento num treino que te deixa cansado antes de começar. Há, no entanto, situações em que vale a pena dedicar mais tempo: treinos pesados de pernas, manhãs cedo com o corpo ainda dormente, climas frios e articulações com histórico de dor. Nesses casos, alarga a mobilidade e acrescenta mais uma série de aproximação. Ouve o corpo: se a primeira série pesada ainda parece dura e desajeitada, faltou aquecimento, não força.

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